sexta-feira, 29 de abril de 2011

Restart



Fundada em agosto de 2008 por quatro estudantes, Pedro Lanza, Pedro Lucas, Koba e Thomas, a banda Restart alcançou rapidamente alta popularidade e começou a fazer shows no Brasil.[3] Seus integrantes tornaram-se nacionalmente conhecidos por serem um dos pioneiros no uso de roupas coloridas, principalmente calças, que fazem parte da vestimenta de músicos de música colorida.[4] Além de apresentações em todo o país, a banda participou de uma edição do Casseta & Planeta, Urgente! que foi ao ar na Rede Globo em 10 de agosto de 2010.[5]

Seu primeiro disco foi lançado em novembro de 2009, intitulado Restart. Ele trouxe três singles - "Recomeçar, "Levo Comigo" e "Pra Você Lembrar".[6] A avaliação da crítica foi mediana, tendo recebido 3/5 estrelas do CanalPop[7] e 3.5/5 da Allmusic.[8] O álbum "Restart" vendeu mais de 50 mil cópias, sendo certificado com disco de ouro[9] e, posteriormente, com disco de platina, recebido no palco do programa Domingão do Faustão, da Rede Globo.[10]

A banda Restart saiu como a maior vencedora do prêmio musical Video Music Brasil, exibido pela MTV Brasil, na edição de 2010, vencendo as categorias "Revelação", "Pop", "Artista do Ano", "Hit do Ano" (com Levo Comigo) e "Videoclipe do Ano" (com Recomeçar).[11] Porém, no momento do anúncio da vitória do principal prêmio do evento, o de "Artista do Ano", a banda recebeu muitas vaias do público local presente, assunto que rapidamente tornou-se o mais comentado do Twitter.[12]

A banda passou a ter enorme repercussão na internet após cancelamento de tarde de autógrafos na livraria Fnac da avenida Paulista, em São Paulo, durante a tarde do dia 28 de abril de 2010.[13] Em nota, os integrantes divulgaram uma mensagem mencionando que não esperavam um evento com mais de 3 000 pessoas, e decidiram adiá-lo, mesmo levando em conta o esforço de muitos visitantes para chegar com até um dia de antecedência para receber uma das 250 senhas (e o recebimento de uma pulserinha indicativa) para garantir preferência na entrada.[14][15] A multidão só abandonou o prédio após a intervenção da polícia.[16][17] O incidente ganhou grande repercussão no YouTube, após uma fã pré-adolescente da banda chamar o incidente de "uma puta falta de sacanagem". Esse bordão foi indicado ao Video Music Brasil 2010 na categoria de "Webhit".[18]

Depois de ser bem-sucedida comercialmente no Brasil, a banda começou a gravar músicas em espanhol e fez apresentações na Argentina e no Uruguai.[19] A primeira regravação nesta língua foi a de "Levo Comigo", que foi intitulada como "Te Llevo Comigo".[20]

Além disto, seus integrantes afirmaram que iriam participar da gravação de um filme - intitulado Restart - O Filme - sobre a trajetória do Restart, no formato 3D e com previsão de lançamento para 2012.[21] Ademais, há o projeto de lançar um livro com depoimentos de fãs e respostas a perguntas.[22]

Rebelde Brasileiro




O Enredo da novela é bastante diferente da original (Rebelde Way) e também da versão mexicana (Rebelde). Possui seis protagonistas: Roberta (Lua Blanco), Diego (Arthur Aguiar), Pedro (Micael Borges), Alice (Sophia Abrahão), Tomás (Chay Suede) e Carla (Melanie Fronckowiak), que são alunos do colégio Elite Way.

Elite Way é um colegio bastante tradicional onde o dono é Jonas (Floriano Peixoto), que tenta sempre ser rígido com os alunos, mostra diferença entre os alunos bolsistas e os que não são, e sempre trata melhor alunos com a melhor condição financeira.

Roberta, Pedro e Diego são alunos que não ficaram muito felizes no inicio ao entrar no Elite Way. Roberta é a filha da famosa cantora Eva Messi (Adriana Garambone), uma mulher independente e acha que a filha já é uma adulta, não coloca limites nela o que faz Roberta ser a mais rebelde do grupo, ela é obrigada pelo pai a estudar no Elite Way, no começo ela reluta e tenta até fugir, mas acaba aceitando para não ter que se separar de sua mãe. Logo mais para frente Roberta vai se acostumando com o colegio. Arrumando muitas confusões com Alice, desperta interesse em Diego.

Ao entrar no colégio Roberta acaba brigando muito com Alice, a patricinha e popular da escola, Alice é filha de Franco (Luciano Szafir) um homem que só se importa com o trabalho e esquece que tem uma filha, Franco acaba se envolvendo com Eva e logo em seguida tenta fugir da cantora ao perceber que ela é muito "grudenta", Alice e Roberta não gostam nada da relação dos dois, o que faz com que as duas briguem mais ainda entre elas.

Alice se apaixona pelo novato Pedro, outro que no começo não fica muito feliz em estudar no Elite Way, Pedro perdeu o pai quando tinha 13 anos e não aceita que ele tenha se suicidado por isso culpa Franco, pai de Alice, ao descobrir que Franco tem uma filha que estuda no Elite Way o mesmo colégio na qual sua mãe lhe conseguiu uma vaga, Pedro aceita ir para instituição. Ele só não imagina que quando chegar ao colégio vai acabar se apaixonando logo pela filha do homem que ele jurou se vingar e por esse motivo ele tenta evitar o romance, mas muitas vezes não consegue segurar o sentimento. O que faz Vitória (Pérola Faria) antes amiga de Alice, virar inimiga da garota, já que Vitoria também é apaixonada por Pedro, fazendo-a entrar no grupo de Pilar (Rayana Carvalho) que é a filha do diretor, a garota acha que manda mais no colegio que o próprio pai, e sempre quando pode inferniza a vida dos seis protagonistas, na desculpa de que ninguém gosta dela. Ela tem o aliado João (Michel Gomes) que é apaixonado por ela, e faz de tudo para se dar bem com a garota, por isso faz tudo que ela pede. João mora na Vila Lene, mas esconde isso dos alunos, por vergonha tanto deles quanto de seu pai que é alcoólatra.

No começo João era amigo de Diego, mas logo depois os dois viram inimigos, Diego é um playboy , filho do rico Leonardo (Juan Alba) um homem autoritário, que faz de tudo para que Diego siga seu exemplo e se torne um dia o que ele se tornou, para isso ele cobra muito o filho, o que faz Diego começar a beber para tentar aguentar a pressão e também para chamar a atenção do pai, o que é muito criticado pelos seus colegas. Leonardo pai de Diego, também esconde um grande segredo: Uma filha na qual ele abandonou a muitos anos atrás, por causa dos seus negócios.

Diego se interessa por Roberta, logo quando a conhece, no começo ele começa a admirá-la pelo jeito dela de ser, e logo em seguida começa a gostar dela, começando a demonstrar isso, assustando-a, e então ela começa dar foras no garoto, por alegar que não acredita no amor, culpa sua mãe por sempre a ver se dando mal em seus relacionamentos, mas no fundo o verdadeiro motivo que fez Roberta fugir de garotos foi uma decepção amorosa que ela sofreu por um garoto que se mudou para Flórida. E isso faz com que Roberta fuja de Diego toda vez que ele tenta ficar com ela. A assistente de Eva, a Luli (Andréa Avancini) vive sempre tentando acalmar a rebeldia e a "ira" de Roberta, sem sucesso.

Diferente de Roberta, Tomás é o mais "galinha" do grupo, é bonito e mauricinho, o garoto é criado pela sua avó Ofélia (Eliana Guttman) uma mulher rígida que tenta controlar o neto e o dinheiro dele também, dinheiro no qual ele herdou dos pais já falecidos. Ofélia acha que todos da família Penedo Campos Salles devem mostrar o valor desses sobrenomes, mas Tomás acha que "o problema é a família Campos Salles". Além de Dona Ofélia, há mais duas pessoas na família: Sílvia (Cássia Linhares), que odeia trabalhar e Débora (Lisandra Parede), que consegue arrumar um trabalho no Elite Way, pressionada por sua tia-avó, que mente para Jonas que a sobrinha-neta é formada em psicologia. Mas Tomás nem se importa com isso, apenas tenta curtir a vida o máximo possivel e esse foi um dos maiores motivos dele entrar no grupo musical formado pelos seis protagonistas, para chamar atenção das meninas, só que no fundo, Tomás tem um interesse em especial por Carla, uma bolsista do colégio, bastante bonita e com um belo corpo, Carla sonha em ser bailarina e por isso ela sempre tem medo de ficar gorda. A garota tem anorexia e bulimia mesmo vivendo negando as doenças. Também sofre de anemia por não comer. Carla tem um amor secreto por Tomás, desde o dia que o beijou pela primeira vez (Para salvar Pedro).

Alem dos seis protagonistas e três vilões, tem mais dois alunos, ambos amigos dos seis protagonistas: Eles são Téo (Bernardo Falconi) e Márcia (Carla Díaz). Téo é o nerd da sala, vive sendo zombado por Pilar, Vitória e João e sempre é defendido pelos demais alunos, é o melhor amigo de Márcia uma orfã que não sabe como ganhou uma bolsa de estudos no Elite Way, ela acredita que alguém paga suas mensalidades e faz de tudo para descobrir quem é essa pessoa.

Alem do Elite Way, a novela também é focada em demais lugares, alem da casa dos pais dos alunos ricos, a historia também é focada na Vila Lene no subúrbio, local onde também vivem outros personagens, como a maternal Teresa (Cristina Mullins) e seu "quase filho" Pingo (Sylvio Meanda), dona da cantina da escola; o divertido Genaro (Edwin Luisi), um viúvo que tem um animado restaurante; a família de Dalva (Zezé Motta), uma das mulheres mais divertidas e engraçadas da vila, a mãe de Pedro: Beth (Cláudia Lira) e seu outro filho, Raul (Lucas Cotrim). Vila Lene também o local onde se tem uma república, o dono é o professor Vicente (Eduardo Pires) um professor de português muito admirado pelos alunos, sempre ajuda-os a saírem das confusões em que se metem. Vicente divide a república com Becky (Lana Rodes) irmã mais velha de Carla, uma mulher não muito inteligente que não percebe que suas atitudes provocam Vicente, onde ele acaba se apaixonando por ela, além de Becky, porém, ela também acaba se apaixonando por Lúpi (Rocco Pitanga) desde o dia que eles se encontram na rua. Artur (Daniel Erthal) professor de Matemática do Elite Way e irmão de Vitória, também mora na república, ele sonha em um dia substituir Jonas, se tornando o diretor do colégio.

E no meio desses locais e personagens a historia se inicia, onde os jovens protagonistas descobrirão o que é a vida, se meterão em confusões, se apaixonarão e irão se divertir com a música, criando uma banda, demonstrando todo o amor que sente pela música.

Os personagens são largamente inspirados na versão mexicana, ao invés do original argentino. Sophia Abrahão interpreta Alice Albuquerque, uma adolescente de 17 anos identificada por seus colegas como uma "patricinha". Seu pai é Franco (Luciano Szafir), um homem riquíssimo e viúvo e de alguma forma relacionado com a morte do pai do personagem Pedro, num período anterior ao do início da telenovela[4][54][76].

Pedro é interpretado por Micael Borges[4]. Sua mãe, Beth (Cláudia Lira), lhe consegue uma bolsa de estudos na escola "Elite Way", para a qual ele não deseja se transferir - até descobrir que Franco seria o pai de uma das alunas dali. Ao chegar na instituição, ele se torna amigo dos personagens Diego, Tomás, Carla e Roberta - interpretados, respectivamente, por Arthur Aguiar, Chay Suede, Melanie Fronckowiak e Lua Blanco[76].

Adriana Garambone interpreta Eva, a mãe da personagem Roberta. A atriz Pérola Faria interpretará, pela primeira vez em sua carreira, uma vilã: Vitória, um terço do triângulo amoroso completado por Alice e Pedro[77][78]. Rayana Carvalho interpreta Pilar Araripe, uma das vilãs da história. Uma jovem manipuladora e invejosa, Pilar edita o jornal da escola e passa a nutriz uma grande rivalidade por Alice, após também se apaixonar por Pedro[79].
Todas as quatorze canções que integrarão, inicialmente, a trilha sonora da telenovela serão inéditas, não estando prevista a regravação de nenhuma das composições originalmente utilizadas pela telenovela mexicana ou pelo grupo RBD[80]. A música de abertura será totalmente diferente da versão original, assim como toda a trilha. Composta por Diego Ferrero, vocalista da banda NX Zero, a canção foi gravada pelos seis protagonistas em 14 de março de 2011[81].

sábado, 26 de junho de 2010

Nando Reis




Nando Reis

José Fernando Gomes dos Reis, conhecido como Nando Reis (São Paulo, 12 de janeiro de 1963), é um cantor, violonista e compositor brasileiro.

Ex-baixista da banda de rock Titãs, emplacou vários sucessos e hoje segue em carreira solo, atualmente acompanhado pela banda Os Infernais. Gosta de futebol, torce pelo São Paulo Futebol Clube e mantém uma coluna semanal sobre este tema no jornal O Estado de S. Paulo.

Nando tem cinco filhos: Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoé e Ismael.

Nando Reis saiu dos Titãs após a gravação do álbum A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, e ficou conhecido como um dos maiores compositores da sua geração, compondo sucessos como "Diariamente" (com sua ex-namorada Marisa Monte), "All Star", "O Segundo Sol" e "Relicário", gravados por Cássia Eller; "Resposta" e "É Uma Partida de Futebol", gravados pelo grupo mineiro Skank; "Do Seu Lado", gravado pelo também mineiro Jota Quest e "Onde Você Mora?", gravado pelo grupo Cidade Negra. Isso sem falar na vasta coleção de hits compostos durante sua permanência nos Titãs, como "Igreja", "Os Cegos do Castelo" e "Jesus não tem dentes no país dos banguelas".

Atualmente é um dos 10 maiores arrecadadores de direitos autorais no Brasil, de acordo com o ECAD, levando em conta músicas tocadas em shows e execuções em rádio (conforme noticiado pela Folha de São Paulo em 7 de Fevereiro de 2009). Músicas suas fazem parte dos últimos lançamentos de Skank (o sucesso "Ainda Gosto Dela") e Jota Quest.

Los Hermanos



Los Hermanos


A radical mudança de sonoridade que ocorreu de "Los Hermanos" para "Bloco do Eu Sozinho" não significou apenas uma opção estética, significou também um novo rumo para nossa carreira; aos poucos tudo que havia sido conquistado com o primeiro disco se mostrou insuficiente para abarcar a nova realidade musical da banda. A extinta Abril Music se enrolava na tentativa de buscar caminhos para a divulgação do "Bloco" e aos poucos a falta de empenho dos departamentos não precisava mais de justificativas e em pouco mais de seis meses o disco já era considerado passado dentro da gravadora. O primeiro single "Todo Carnaval Tem Seu Fim" não tocou nas rádios como o esperado e já não havia interesse por parte dos executivos em tentar novamente com uma segunda música. A conturbada história da produção do disco vazou para a imprensa e deixou uma sensação ruim no mercado, de que éramos uma banda complicada e que nossas músicas não eram comerciais. Esse preconceito, que nossa própria gravadora se encarregou de criar, aliado a uma divulgação preguiçosa e desinteressada, ergueu uma barreira, quase que impenetrável, que nos impedia de fazer shows e de divulgar corretamente nosso disco. A sensação era de que o nome "Bloco do eu sozinho" serviria como uma fatídica previsão do que havia se transformado nossa carreira, estávamos realmente sem parceiros.

Apesar de todos esses indícios de que havíamos feito uma grande besteira lançando um disco diferente do que se esperava de nós ao invés de seguir a lógica do mercado, parecia incoerente acreditar que o "Bloco" era um disco difícil, para poucos. O que víamos nos shows eram pessoas cantando as músicas, todas, e emocionadas, e isso para nós é ser popular de verdade, afetar as pessoas. Paralelamente a isso a repercussão positiva do disco na imprensa crescia, havia um burburinho, seguíamos adiante, se não pelas grandes mídias, por onde era possível: de amigo pra amigo, de alguém que ouviu dizer, de alguém que foi em nosso site, de alguém que ouviu tocando numa loja e gostou. Aos poucos a banda da Anna Júlia, que todo mundo achava que sabia muito bem no que ia dar, se transformava numa grande incógnita, inclusive para nós mesmos. Não havia caminho seguro a ser trilhado, não havia exemplo a ser seguido, só nos restava acreditar na força de nossas músicas e seguir adiante, como fosse possível.

Mais ou menos nessa época resolvemos trocar de empresário e rever nossa estrutura de shows. Tivemos que ter humildade para reconhecer que nossas platéias agora eram menores, e voltar nas cidades para tocar em outras casas, para o público remanescente do primeiro disco e para um novo público, que aparecia vagarosamente a cada noite. Essa época foi praticamente como um re-começo. Tivemos que re-aprender a tocar em palcos pequenos e nos adaptar às condições nem sempre ideais de som, mas todas as dificuldades eram recompensadas quando víamos a alegria e a identificação nos rostos da platéia. E foram quase dois anos assim: tocando em casas pequenas, para 500 pessoas que valiam pelo dobro, no mínimo.

O que percebemos foi que se nosso público não era tão numeroso quanto antigamente, era muito mais fiel, e esse já era um grande passo para a construção do que esperamos de uma carreira. Muitos diziam que a banda havia cometido suicídio comercial, que renegava o sucesso, mas apesar dos "achismos" e do pessimismo, não podíamos estar melhores: os shows eram lotados e emocionantes e o "Bloco" estava em todas as listas de melhores discos do ano, e em outras como a dos 100 discos mais relevantes da MPB (feita pela Revista da MTV). De quebra conquistamos um honroso quarto lugar entre os 25 melhores discos de rock brasileiro na lista da Revista Zero. Também foram importantes o Luau MTV e o Ford Models, dois programas que fizeram muita gente mudar de opinião sobre a banda ou ao menos conhecer o novo disco.

Um ano e meio já havia se passado do lançamento do Bloco e novamente sentimos que estava na hora de lançar um disco. Havia material suficiente e, principalmente, havia necessidade de tocar outras músicas, e esse é sempre o maior dos estímulos. Novamente fomos para um sítio, dessa vez em Petrópolis, dessa vez com o apoio da Abril Music que, em algum momento dentro desses dois anos que se passaram, percebeu que era melhor considerar as decisões da banda e jogar a favor, porque todos nós no fim desejávamos a mesma coisa: vender discos. O Kassin, que já havia tocado baixo no "Bloco", foi uma escolha óbvia para produzir o disco. Foram dois meses de pré-produção que transcorreram sem grandes problemas, visto que a banda se encontrava num momento de muita serenidade. Um pouco depois de voltarmos do sítio recebemos a notícia de que a Abril Music havia falido. Na hora foi um choque pensar que, por estarmos momentaneamente sem gravadora, os planos de lançamento do disco poderiam ser adiados por tempo indeterminado. Alguns dias se passaram sem que tivéssemos notícias de como e quando esse disco sairia, mas decidimos que as gravações não seriam adiadas, até porque nada seria alterado por esse motivo. Já nos primeiros dias de gravação nos foi comunicado que a BMG havia comprado nosso catálogo, e que lá provavelmente seria nossa nova casa. Em três meses o disco estava pronto e mais uma vez havia uma grande especulação sobre que rumo seguiríamos, como seria o perfil do sucessor do "Bloco do Eu Sozinho"? Uns apostavam numa volta às bases, uma re-aproximação com o primeiro disco, outros apostavam numa continuação do "Bloco", o que surgiu foi Ventura e para mim, todas as apostas foram equivocadas.

Ventura primeiro se chamou Bonança, e foi nessa época que gravações de um ensaio vazaram na internet, transformando nosso disco no primeiro nacional a cair na rede antes do lançamento. Na verdade era só um ensaio, mas isso de certa forma nos mostrou como havia expectativa, como o disco era aguardado ansiosamente pela imprensa e pelos fãs. Algumas semanas depois Ventura estava oficialmente nas lojas e mais uma vez caímos na estrada. Logo nas primeiras semanas o coro das músicas novas era alto e nos levou a acreditar que dessa vez tudo seria muito mais fácil, e foi. As 500 pessoas dos shows pequenos se transformaram em 700, em 1000, 1500, 2000 pessoas. Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e até o próprio Rio foram algumas das cidades que nos deixaram sem palavras tamanha a generosidade do público. Casas lotadas, shows inesquecíveis, essa felizmente tem sido a nossa rotina. "Cara Estranho" tem tocado bem em todo Brasil e gera novos shows.

Pra quem não sabe ventura significa sorte, boa ou má. É assumir que não se alcança satisfação que seja duradoura sem uma dose considerável de risco. Significa de acordo com o que se vê, e assim queremos nossa música. Um amigo sabiamente disse que um disco nada mais é do que uma fotografia de um determinado momento da carreira de uma banda. Na foto de "Ventura", o que se vê é a mesma vontade que havia em nossos discos anteriores, de se fazer música de acordo com o que somos, mesmo que no momento seguinte sejamos uma outra coisa, mesmo que pareça fora de sintonia com nossos contemporâneos. É uma grande responsabilidade saber que cada passo que damos, que cada disco que lançamos, fará parte de nossa história.

Não nos cabe dizer do que se trata cada música, qual é a história por detrás, não existe legenda ou certo e errado, as certezas, na verdade, são bem poucas. Tudo é apenas uma sugestão, como na capa. "Ventura" é sorte para quem quer ver, é fortuna para quem a espera. Nossas músicas seguem apenas o norte que aponta o coração e é por sabermos disso que novamente içamos nossas velas a espera de um vento favorável, um vento bom que nos leve adiante.

Hori




Hori


A banda deu seus primeiros passos quando Fiuk (Filho do cantor popular romântico fabio-jru>)-procurando-por-parceiros-para-ensaiar-conheceu-o-baterista-xande-bispo-em-um-enstudio-em-alphaville-apos-realizarem-alguns-testes-com-vistas-a-preencher-o-posto-de-baixista-escolheram-alex-que-entrou-na-banda-em-2005-ao-mesmo-tempo-que-o-novo-guitarrista-cleiton-galvao-(primo-de-xande)

foi-gravado-o-ep-independente-mentes-inquietas-com-cinco-faixas-a-formacao-durou-ate-o-comeco-de-2008-quando-por-intermedio-de-mi-vieira-(vocalista-da-banda-enjoy>gloria>fabio-jru>)-procurando-por-parceiros-para-ensaiar-conheceu-o-baterista-xande-bispo-em-um-enstudio-em-alphaville-apos-realizarem-alguns-testes-com-vistas-a-preencher-o-posto-de-baixista-escolheram-alex-que-entrou-na-banda-em-2005-ao-mesmo-tempo-que-o-novo-guitarrista-cleiton-galvao-(primo-de-xande)

foi-gravado-o-ep-independente-mentes-inquietas-com-cinco-faixas-a-formacao-durou-ate-o-comeco-de-2008-quando-por-intermedio-de-mi-vieira-(vocalista-da-banda-gloria)-fiuk-conheceu-max-klein-que-ja-havia-tocado-no-gloria-e-em-outras-bandas-independentes-como-enjoy-e-etna'>gloria)-fiuk-conheceu-max-klein-que-ja-havia-tocado-no-gloria-e-em-outras-bandas-independentes-como-enjoy'>gloria'>Fábio Jr./u>.) procurando por parceiros para ensaiar conheceu o baterista Xande Bispo em um enstúdio em Alphaville. Após realizarem alguns testes com vistas a preencher o posto de baixista escolheram Alex, que entrou na banda em 2005, ao mesmo tempo que o novo guitarrista Cleiton Galvão (primo de Xande).

Foi gravado o EP independente Mentes Inquietas com cinco faixas. A formação durou até o começo de 2008. Quando por intermédio de Mi Vieira (Vocalista da banda Glória) Fiuk conheceu Max Klein, que já havia tocado no Glória e em outras bandas independentes como Enjoy e Etna, além de ser compositor e produtor musical. Na época, a banda passava por mudanças e Fiuk convidou Max para ir até um ensaio para conhecê-lo melhor. Max tinha acabado de perder o pai, estava tenso e cometeu alguns erros técnicos, mesmo assim agradou o líder da banda. Com a saída do Cleiton, Max foi convidado para assumir o posto de guitarrista solo.

Dois meses depois a banda assinou um contrato com a Warner Music Brasil e durante a pré-produção do álbum Alex deixou a banda à mesma época que o novo guitarrista Renan Augusto ingressou no conjunto. Mesmo sem baixista a banda começou a compor as faixas que iriam compor o primeiro álbum oficial e só após este período de composição do álbum, já com a banda prestes a entrar em estúdio, Fê Campos assume o Contrabaixo completando o quadro atual.

Hevo 84



hevo 84



Em quatro anos de história, a HEVO84 sempre teve a internet como maior
meio de divulgação do seu trabalho.

A HEVO84 acumula fãs por todo o Brasil e prepara o lançamento de seu
novo CD pela EMI MUSIC, junto com a Arsenal Eventos, do mesmo grupo
da Arsenal Music, que vem a somar ainda mais na parte de vendas de
show.

HEVO84, Banda de Pop Rock formada em Paranaguá no litoral do Paraná
no final de 2005 mistura elementos eletrônicos, letras todas autorais,
girando em torno das experiências do universo jovem, formada por Renne
Fernandes (Voz), Fernando Cunha (Guitarra), Rodrigo Suspiro (Baixo) e
Victor Hugo (Bateria).

O nome HEVO84 pode ser explicado por partes, "HEVO" significa
infinito e indestrutível, "8" representa o símbolo do infinito e o "4" para
representar o número de integrantes da banda.

A banda começou a chamar bastante atenção em Curitiba no Paraná,
sempre com sua presença de palco marcante, abrindo shows para bandas
do cenário nacional, com shows sempre fortes e contagiantes. Em pouco
tempo havia uma legião de fãs seguindo o quarteto em apresentações na
cidade e nas regiões próximas.

A HEVO84 rompeu as barreiras paranaenses e se instalou em São Paulo
na busca de maior espaço na divulgação do seu disco ?Dias de fuga?
lançado de forma independente. Músicas como ?A vida é minha?, primeiro
single a chegar nas rádios, ?Passos escuros?, ?Mais você nem vai saber?,
?Meu mundo sem você? são cantadas em uma só voz pelo público nos
shows.

Com a internet, o vídeo clipe da música ?A vida é minha? lançado no
programa Domínio da MTV teve um grande sucesso, sendo visto por mais
de meio milhão de pessoas no canal de vídeos da banda, o Youtube. Com
mais de 2000 mil CD's vendidos de forma independente, sem contar os
milhares de downloads feitos na internet nos canais oficiais da banda.

A música ?PASSOS ESCUROS? da HEVO84, faz parte da trilha sonora
da novela Malhação 2009 da Rede Globo, novela voltada para o público
mais jovem, caminhando assim a passos largos em busca de um lugar no
cenário musical nacional e conseguindo cada vez mais fãs dentro e fora do
País.

Participando de grandes festivais como o Maquinaria Rock Fest no Espaço
das Américas, ABC Pro HC (Um dos maiores festivais independentes de
música do país), lotando shows no Hangar 110 (Casa de shows bastante
conceituada no cenário musical), Estúdio Coca-Cola em Curitiba/PR, além
de mais de 50 shows em menos de 6 meses por todo o Brasil no ano de
2008.

Em 2009 no Close Up Live 2 tocando pra mais de 7 mil pessoas, shows
junto com várias rádios de São Paulo levantando um público de mais de 50
mil pessoas.

Com uma média de 10 shows mensais a HEVO84 vem mostrando seu som
por todo o Brasil e agradando a todos por onde passa.
Com a lançamento do novo Album entitulado "HEVO84" a banda pretende
trabalhar e conquistar mais público, e se estabilizar no cenário nacional,
dentre as bandas do Pop Rock Nacional.

Fresno



Fresno

Formada na cidade de Porto Alegre/RS, a banda Fresno mistura suas influências de hardcore com Pop, melhor traduzidas em seu mais recente trabalho de estúdio, Redenção.

O conjunto é formado por: Lucas Silveira (vocal e guitarra), Gustavo Mantovani (guitarra), Rodrigo Tavares (baixo e backing vocal) e Rodrigo Ruschel (baterista).

O Fresno tem quatro álbuns oficiais: Quarto dos Livros (2003), O Rio, A Cidade, A Árvore (2004), Ciano (2006) e Redenção (2008)

Sobre o cd Redenção:

Esqueça a angústia da guitarra, o choro em profusão e a ansiedade adolescente de querer acelerar sempre um pouco mais. Quebrar diariamente os vínculos com o passado fez do quarto disco do Fresno um rompimento com aquela agonia juvenil. Não apenas uma ruptura calcada em relacionamentos, mas também com o cenário que o quarteto de Porto Alegre rascunhou por árduos oito anos.

Nessa highway, o prêmio de banda revelação na MTV, em 2007, as 30 mil cópias vendidas de maneira independente ? de seus três primeiros álbuns ? e os mais de 20 estados percorridos pelo Brasil cristalizaram a tendência da banda para ser um fenômeno da atual geração. Dos milhões de downloads via internet desde 2003, o grupo conduzido pela voz de Lucas Silveira entendeu a responsabilidade que cabia a ele: era necessário sair de vez do saco hardcore melódico (chamado por alguns de emo) que foi colocado quando estourou em 2006, com o álbum Ciano.

Redenção, primeiro disco lançado pela dupla Universal/Arsenal, poderia ganhar a alcunha de recomeço. Os teclados na abertura de "Sobre Todas As Coisas Que Eu..." alertam para o que aguardar nas 12 faixas seguintes. Se anteriormente os riffs eram catalisados pelo hardcore californiano, agora, Keane e Coldplay são as referências. A temática permanece a mesma. Mesmo assim, amor e amargura admitem um requinte. "O CD está pop, bem produzido e com letras mais sofisticadas", fala Lucas. "Dei um duro para acrescentar versos maduros." Seguido deles, há a disciplina do vocalista. "Antes minha voz parecia desesperada. Agora está suave", comemora.

A faixa título, mesmo quando levada ao extremo no refrão "...desligue o rádio e a TV, porque no seu domingo eu vou aparecer...", ganha sutileza na voz maturada do cantor. A canção fala de ex-namoradas e dá a feição do que os rockstars nos seus 25 anos falam na mesa de um bar.

A música de trabalho, "Uma Música", é simples. Pilha pelo refrão e pela necessidade de ser uma válvula de escape. Riffs como o de "Europa" e "Passado" são marcantes e provam o quanto os anos de estradas fazem bem. O da primeira traz à cabeça os anos 80 enquanto o da segunda refresca com seu quê de Foo Fighters. Já "Milonga" fecha o CD de forma amargurada. Segundo Lucas "é a música que vai fazer muita gente repensar sua opinião sobre a Fresno".

Produzido por Rick Bonadio (CPM 22, NX Zero), Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia, Redenção vem como uma lufada de boas intenções. Em um momento paradoxal em que cada vez mais se ouve música e menos se vende CD, acompanhar o Fresno pode ser uma dica de para onde a música e o mercado nacional irão daqui para a frente.